Resenha | Pactos Mortais
- Nathalin Gorska

- 3 de fev. de 2025
- 2 min de leitura

Distribuído pela HarperCollins, o thriller bebe das fontes de Hitchcock e entrega uma história surpreendente de suspense
Em Nova York, duas mulheres se conhecem em um bar. Após alguns drinques, descobrem que possuem algo em comum: o desejo de vingança contra o homem que destruiu suas famílias. E, com um plano à la Pacto Sinistro (1951), decidem fazer uma troca de assassinatos. Para criarem um álibi perfeito, as duas mulheres decidem matar o algoz da outra.
Essa é a premissa do novo livro de Steve Cavanagh, escritor e advogado norte-irlandês. Trazendo a história de Amanda e Ruth, o livro é recheado de plot twists muito bem utilizados pelo autor, combinados com trocas de pontos de vista — em sua maior parte, entre as duas personagens principais — que aumentam ainda mais a tensão nas 300 páginas de Pactos Mortais.
Mas, além da história de mulheres enlutadas que buscam vingança, o livro debate algo muito presente em nossa sociedade — além dos já citados assassinatos. Amanda e Ruth são vítimas de crimes não resolvidos: Amanda teve sua filha violentada e assassinada por um milionário influente de Wall Street, enquanto Ruth sofreu uma tentativa brutal de assassinato.
O que une essas duas mulheres é a impunidade e a falha do sistema policial e da justiça.
Amanda e Ruth se tornam vilãs quando percebem que seus criminosos seguem suas vidas impunes, sem jamais serem julgados ou punidos pelos seus crimes.
É isso que transforma o livro de Cavanagh em uma obra genial e impossível de largar — ele conta histórias que poderiam ser reais. São histórias de pessoas comuns que perdem tudo da noite para o dia e, no fim, tudo o que lhes sobram são seus fantasmas.
Ruth e Amanda são, no fim das contas, vítimas que tomaram decisões erradas e desesperadas. Steve Cavanagh, de forma sutil, convida o leitor a refletir e se colocar no lugar das personagens.
Aviso de gatilho: O livro contém trechos sensíveis sobre violência, suicídio e abuso.



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