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Resenha | Como Arruinar Um Casamento

  • Foto do escritor: Nathalin Gorska
    Nathalin Gorska
  • 13 de jan. de 2025
  • 3 min de leitura

Lançado no Brasil em 2025, o livro aborda depressão, recomeços, amizade e esperança


Como Arruinar um Casamento - Aesthetic


Em Como Arruinar Um Casamento, somos levados até Newport, o epicentro da Era Dourada e a cidade que ambienta o romance. Repleta de referências em sua arquitetura, seja da Era Vitoriana ou da Belle Époque, é lá que Phoebe, a personagem principal da trama, decide se matar.


Após ser traída pelo marido, sofrer com a morte de seu gato e várias desilusões pessoais, Phoebe decide ir até o luxuoso hotel Cornwall Inn para, então, dar fim a todo seu sofrimento.


Quando chega ao majestoso e encantador hotel, se depara com as “pessoas do casamento” — um grupo de hóspedes convidados para o casamento de Lila e Gary. A ironia da trama já começa aí. Phoebe estava cansada da vida, das desilusões e das dores, enquanto os convidados e os noivos celebravam uma nova união e esperança.


Quando, por acaso, encontra a noiva, Phoebe descobre que seu plano tem um empecilho. Lila, uma herdeira milionária e mimada, não quer que nada estrague seu casamento, inclusive o suicídio de Phoebe. E é daí que surge uma esperança e uma amizade incrível.


Somos levados à retomada e, de certo modo, ao renascimento de Phoebe e à nudez dos personagens que antes eram apenas “pessoas do casamento”, mas, com o desenrolar da trama, têm seus nomes revelados.


Alison Espach, a autora do livro, faz um trabalho emocionante, tangibilizando os sentimentos de Phoebe — a depressão, o medo, a esperança —, mas também mostra que todos temos dias, meses ou até anos nublados.


Quando decide viver, Phoebe, por vezes, atua como mentora dos outros personagens. Ela vê nos outros os seus erros e suas fraquezas e, assim como em qualquer problema, é mais fácil encontrar soluções para os outros do que para nós mesmos.


Com uma narrativa leve, humana, bem-humorada e sarcástica, conhecemos personagens não perfeitos, que passamos a amar, mesmo com todas as suas imperfeições.


Espach foi além do que vemos no mercado atualmente e fez um livro para lermos aos 20, 30, 40 e 50 anos, pois, assim como Phoebe e Lila passaram por problemas semelhantes em anos diferentes, o mesmo acontecerá, com certeza, com o leitor deste livro.


Como Arruinar Um Casamento é também um olhar sobre relacionamentos, sobre pessoas tentando e descobrindo suas vidas e o que querem ser, em diferentes fases. É sobre sucumbirmos às nossas confusões e, quando nos desafiamos, percebemos que somos mais fortes. É sobre perceber o quão bom é ser humano e o quão bom é ter o privilégio de errar.


Todos nós já nos perguntamos para o que fomos feitos, e a resposta é que dificilmente descobriremos, e essa é a graça de viver. Se apaixonar pela vida, mesmo sem saber o destino. Afinal, "uma história pode ser linda não por causa da forma como termina, mas por conta da forma como é escrita" e "talvez esse seja só o significado de ser uma pessoa: estar o tempo todo lidando com ser um único ser humano em um só corpo."


O livro é, além de uma história de superação, um ensaio sobre a vida, sobre tomarmos o controle dela e nos agarrarmos a isso. "Eu vivi minha vida de um jeito tão pequeno. Era pequeno demais. Eu estava convencida de que só havia um jeito de viver a minha vida." 


A história é um convite para celebrarmos o acaso, os desconhecidos e o descobrimento.


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