Com a maior turnê de sua história, Taylor Swift conquista São Paulo na segunda noite da The Eras Tour
- Nathalin Gorska

- 22 de mar. de 2024
- 4 min de leitura
Atualizado: 30 de abr. de 2024
Com um show de mais de 3 horas de duração, Taylor segurou a atenção total do público e mostrou o motivo de ter esgotado todos os ingressos disponíveis

Não há espanto quando dizem que os fãs da Taylor Swift a seguem por todos os cantos, independentes dos projetos que a artista aposta. Nos três dias de show, o bairro onde fica localizado o Allianz Parque, em São Paulo, foi transformado. As ruas da Barra Funda foram tomadas por seus admiradores, que fizeram filas quilométricas, que rodeavam não só o local do show, mas as principais avenidas da Zona Oeste.
Apesar de ser esperado toda a comoção, que comumente ocorre nos shows, a organização da tour se mostrou incrivelmente despreparada para a enxurrada de fãs que Swift levou ao Allianz Parque. Com filas desorganizadas, muita chuva e fãs no meio da Avenida Francisco Matarazzo, os swifties, nome de fandom da cantora, se mantinham de pé, trocando as pulseiras de amizade e por horas, cantando as músicas que seriam apresentadas no show.
A The Eras Tour
Com abertura da cantora norte-americana Sabrina Carpenter, Taylor Swift iniciou o show com o ato de Lover, álbum lançado em 2019, com a música Miss Americana and the Heartbreak Prince. Aparecendo no meio dos dançarinos, Taylor se mostra a ícone do pop que é, arrancando gritos e aplausos de seus fãs.
Seguindo para o ato de Fearless, segundo álbum de estúdio da cantora, a euforia não é substituída, mas levada mais a fundo, principalmente após a artista admitir que o público do Brasil é seu público dos sonhos.
Taylor sabe muito bem como conduzir a multidão que lotava o estádio, além de em todos os momentos, agradecer aos fãs pela presença.
Em Evermore (2020), Taylor abaixa o nível de emoção do show, com músicas mais intimistas e calmas, entre elas, Marjorie. A atmosfera se torna ainda mais aconchegante quando os swifties ligam as lanternas de seus celulares, formando a bandeira do Brasil e emocionando ainda mais a cantora.
É inegável que a organização do setlist do show foi feita para combinar os diversos estilos de música que a carreira da Taylor aborda, mas em nenhum momento, apesar dos atos mais calmos, a cantora deixa o público esfriar, pelo contrário, é com essa oscilação de ritmos que o show se torna memorável.
No ato de Reputation (2017), Swift mostrou ainda mais para que veio. Esse era um dos momentos mais esperados do show, principalmente com a possibilidade do anúncio de regravação do álbum, sendo atualizado para a Taylor's Version. O anúncio não veio, mas isso não foi suficiente para afetar a energia do show.
Reputation está entre os álbuns mais ouvidos da Taylor, e a cantora se aproveita do fato para tocar os seus maiores sucessos.
Talvez o mais mágico da The Eras Tour não seja somente as músicas e o carisma de Taylor Swift, mas sim a preparação da equipe da artista. Desde os dançarinos, que se destacam em várias partes do show, até a equipe técnica, que consegue transformar as trocas de figurino em verdadeiros espetáculos, o show não passa a visão de algo cronometrado, como visto no documentário "Taylor Swift: The Eras Tour Taylor's Version", disponível na Disney +.

Mesmo quando o palco se esvazia, momentos em que Taylor troca o figurino para iniciar o próximo ato, o show não para. Com vídeos que realizam uma verdadeira imersão aos álbuns, é impossível não se encantar pelo que é realizado.
Nos atos de Speak Now (2010) e RED (2012), os mais curtos da tour, Taylor apresentou aos fãs os sucessos que a consolidaram ainda mais como estrela do pop que é, entre eles "Long Live", canção que dedicou especialmente aos fãs brasileiros, "22" e "All too Well", na versão de 10 minutos, que se tornou a canção da artista mais aclamada pelos swifties.
Em Folklore (2020), o show brilha ainda mais, com atuações emocionantes da cantora, acompanhadas pelo ritmo folk, que Taylor decidiu se arriscar. Já em 1989 (2006), o público é novamente levado ao êxtase com as músicas mais pop da carreira de Swift até então.
Para tornar o show ainda mais especial, a artista separa músicas específicas para cada apresentação. As escolhidas para a segunda noite foram "Safe & Sound", que Taylor tocou no violão, um dos momentos mais emocionantes da noite, e "Untouchable", acompanhada pelo piano.
Finalizando o show com seu último álbum lançado, Midnights (2022), Taylor apostou em fechar a The Eras Tour com os hits que a levaram a emplacar 10 posições no top 100 da Billboard, como "Anti-Hero" e "Lavender Haze".
A The Eras Tour, sem dúvidas, entrou para um dos eventos mais interessantes que aconteceram no Allianz Parque. A artista principal soube muito bem como manter a atenção do público nas mais de três horas de apresentação. Além disso, o ambiente pré-show vale a pena ser destacado. Apesar da desorganização fora do estádio por parte da empresa responsável, dentro do Allianz Parque havia funcionários instruindo os fãs, além de toda estrutura montada para que não ocorressem acidentes.
Pontos do Merchandising oficial da The Eras Tour estavam espalhados por diversos setores e também havia bombeiros nas saídas de emergência, além de postos de atendimento e bebedouros disponíveis, uma ação tomada após a morte de Ana Clara Benevides, no show do Rio de Janeiro, no dia 17 de novembro.
Com as medidas de segurança aplicadas, a equipe da Taylor Swift também se atentou em colocar telões nos setores com visão parcial (ingressos disponibilizados com visão para as laterais do palco), garantindo maior visibilidade para qualquer lugar do estádio, além de equipamentos de som que atendiam e se sobressaíam à multidão de vozes que acompanhava a artista.


Comentários